sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Trilha sonora do filme "A Partida"


Música do filme "A Partida"

"Memória" - trilha sonora de Joe Hisaishi

Trailer do filme "A Partida" - Como sempre o trailer não diz nada sobre o filme. É apenas uma vaga referência pois "A Partida" é muito mais além... Vale a pena conferir!!!


A PARTIDA - FILME DE YOJIRO TAKITA ( SENSACIONAL!! ) - PREMIADO COMO O MELHOR FILME ESTRANGEIRO






Filme: A Partida
Direção: Yojiro Takita
Ano: 2008
Trilha Sonora: Joe Hisaishi
Música: Memory
Compositor: Joe Hisaishi






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Assisti ao filme “A Partida” hoje e emocionei-me muito. A morte e a vida tratadas com lirismo e franqueza:  o filho transsexual que suicida e que somente no rito de passagem é aceito e reconhecido pelo pai, em lágrimas… Ajudar a família a despedir-se dos entes queridos, preparar o corpo ritualisticamente, seguindo uma tradição, passa a ser encarado como um ofício tão digno e tão importante. Preparar o ser humano em sua partida… O pai que abandona a família, parte e se transforma num homem de “poucas palavras” e nunca se esquece do filho e de sua lição sobre a "pedra-carta"… O amor que pensávamos não mais existir, ter partido, mas que, na verdade, está ali, na pedra, no bolso, o amor ainda vivo aprisionado pela vergonha… Os peixes que nadam e morrem tentando voltar, partem rumo às suas origens como o homem quando morre, como o filho que volta para sua terra natal numa eterna partida para as origens onde tudo recomeça, sempre... São muitas as partidas em "A Partida". É pura emoção e poesia. Confiram!!!


Música do filme "A Partida"

"Memória" - trilha sonora de Joe Hisaishi


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ana Cañas - L'Amour - canção em francês é da safra autoral de Cañas.







PARA CURTIR, PARA AMAR, PARA OUVIR NA ESTRADA, PARA VIAJAR, PARA SER FELIZ: L'AMOUR - ANA CAÑAS


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Ana Cañas grava seu terceiro álbum desde meados deste ano de 2011. Previsto para ser lançado em 2012, o sucessor de Amor e Caos (2007) e Hein? (2009) traz parceria da cantora e compositora paulista com Dadi, Será que Você me Ama?, de cujo vídeo da gravação foi tirada a imagem do post. L'Amour - canção em francês - é outra novidade da safra autoral de Cañas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Noite de Saudade - Marcos Assumpção ( sobre o poema de Florbela Espanca ) - Por Torres Matrice - Dedico esta vídeo-montagem a todos os nossos patrícios. Ao queridíssimo Povo Português todo o meu respeito e amor.





Esta canção é uma composição, muito bem sucedida, diga-se de passagem, de Marcos Assumpção sobre o poema de Florbela Espanca, poeta portuguesa de profundo lirismo. Fiz uma criação imagética com o intuito de valorizar e revelar ainda mais a beleza da canção e a profundidade dessa nossa poeta portuguesa.










NOITE DE SAUDADE

A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra que inunda de amargura ...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura ...

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura ...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!

Por que és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma Saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu sei donde me vem ...
Talvez de ti, ó Noite! ... Ou de ninguém! ...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!

Florbela Espanca

                               
        
                               FLORBELA ESPANCA


Mesmo antes de seu nascimento, a vida de Florbela Espanca já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático, pelo incomum. Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria Toscano. Como a mesma não pode dar filhos ao marido, João Maria se valeu de uma antiga regra medieval, que diz que quando de um casamento não houver filhos, o marido tem o direito de ter os mesmos com outra mulher de sua escolha. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antônia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antônia, Apeles. Mais tarde, Antônia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua legítima esposa, que os adotam.








Autora polifacetada: escreveu poesia, contos, um diário e epístolas; traduziu vários romances e colaborou ao longo da sua vida em revistas e jornais de diversa índole, Florbela Espanca antes de tudo é poetisa.É à sua poesia, quase sempre em forma de soneto, que ela deve a fama e o reconhecimento. A temática abordada é principalmente amorosa. O que preocupa mais a autora é o amor e os ingredientes que romanticamente lhe são inerentes: solidão, tristeza, saudade, sedução, desejo e morte. 






Florbela Espanca causou grande impressão entre seus pares e entre literatos e público de seu tempo e de tempos posteriores. Além da influência que seus versos tiveram nos versos de tantos outros poetas, são aferidas também algumas homenagens prestadas por outros eminentes poetas à pessoa humana e lírica da poetisa. 





 O grupo musical português Trovante musicou o soneto de Florbela Espanca “Ser poeta" e no Brasil o cantor e compositor brasileiro Fagner interpretou o poema "Fanatismo", da coletânea Soror Saudade, com sua composição do mesmo nome no album Traduzir-se (1981), além de musicar os poemas "Fumo" e "Tortura" que foram gravados no disco Sorriso Novo de 1982.

domingo, 25 de dezembro de 2011

RENÉ MAGRITTE - Obras de René Magritte - Renomado pintor do Surrealismo










Tributo a René Magritte




O Surrealismo de René Magritte ( Pintor de imagens insólitas )

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Magritte nasceu em Lessines, Bélgica, no dia 21 de Novembro de 1898, filho caçula de Léopold Magritte. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio.
René Magritte praticava o surrealismo realista, ou “realismo mágico”. 






Magritte tinha espírito travesso, e, em A queda, seus bizarros homens de chapéu-coco despencam do céu absolutamente serenos, expressando algo da vida como conhecemos. Sua arte, pintada com tal nitidez que parece muitíssimo realista, caracteriza o amor surrealista aos paradoxos visuais: embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias por toda a parte: A Queda tem uma estranha exatidão, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena.






Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou-se de processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos.






Começou imitando a vanguarda, mas precisava realmente de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico.




Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu coco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros mais, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.



"CHEGA DA CHAGA DA DOR: CHEGA! CHEGA! CHEGA!" - POR UM MUNDO MELHOR - PRECONCEITOS, NÃO!!!







Série "Foi feito por mim" - Chico Buarque - Sempre - Por Torres Matrice - O lirismo e a poesia na canção de Chico Buarque de Hollanda.







Sempre

Chico Buarque


Sempre
Eu te contemplava sempre
Feito um gato aos pés da dona
Mesmo em sonho estive atento
Para poder lembrar-te sempre
Como olhando o firmamento
Vejo estrelas que já foram
Noite afora para sempre
O teu corpo em movimento
Os teus lábios em flagrante
O teu riso,o teu silêncio
Serão meus ainda e sempre
Dura a vida alguns instantes
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre


Karnak - Alma não tem cor ( André Abumjanra )


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RIDENDO CASTIGAT MORIS ( Rindo se castiga os costumes )












Isto ( para quem eu amei )






Isto que é silencioso
e não se subtrai
Íntimo espírito
da mais delicada sapiência

Ciência de si
em dois divididos
tempos idos
da soma do que valeu

Isto que foi multiplicado
para além de um dia a mais

Coisa boa de acender:
luz de um tempo remoto
amadurecida feito ouro

Perfume da memória
olor de agradecimento
Isto que não se nega
nesga de Deus

Isto que fica na pele do tempo e se estica

Um tempo de dois
que se cumpriu
foi
virou só afeição

Amor transmutado:
beleza amizade grandeza

Isto que se assovia
silente

Amor humor
rumor gota d’água
raiz flor e fruto

Nasce vive morre
morre nasce vive
vira outro vira amor
gratidão
Viração






Torres Matrice


25/12/2011




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Felicidade é zen: ninguém compra, ninguém rouba nem vende a ninguém ( Tavinho Paes e Arnaldo Brandão)




As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.
Epicuro



"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
( Autor Desconhecido ) 








Ser feliz é descobrir prazeres nas coisas íntimas e silenciosas que os instantes de displicência inauguram em nós. ( Torres Matrice )

Amplie o vídeo e sinta a sensação de voar por sobre o planeta Terra

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Imagens de um espaço de tempo retirado da frente da Estação Espacial Internacional que orbita em torno do nosso planeta à noite. Estas imagens começam sobre o Oceano Pacífico e continuam ao longo do Norte e América do Sul antes de entrar a luz do dia perto da Antártica.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Foi lançado um novo cd do projeto RED HOT RIO + 2 ( TROPICÁLIA ). Red Hot + Rio é um projeto ambicioso e vários álbuns de coletâneas musicais lançados desde 1996 até 2011.




Quinze anos atrás, em 1996, a coletânea Red Hot + Rio fez um tributo moderno à música brasileira com gringos descolados como Stereolab, Everything But the Girl, Mad Professor, George Michael e Sting interpretando bossa nova. Agora, dia 28 de junho passado ( 2011 ), saiu um segundo volume, desta vez com um olhar mais tropicalista da coisa. Se a bossa nova é um tranquilo estado de espírito, a tropicália é uma linguagem pós-moderna, natural para norteamericanos, caboverdeanos, europeus, brasileiros. Foi lançado um novo cd do projeto RED HOT RIO + 2 ( TROPICÁLIA ).
Red Hot + Rio é um projeto ambicioso e vários álbuns de coletâneas musicais lançados desde 1996 e produzido por Paul Heck como parte da série beneficente Red Hot AIDS destina a promover a conscientização sobre a AIDS. A primeira edição é uma homenagem ao estilo musical Bossa Nova, em especial, à música de Antônio Carlos Jobim. Este álbum demonstrou ser um dos projetos mais bem sucedidos da série Red Hot, gerando centenas de milhares de dólares para instituições de caridade voltadas ao combate do vírus da AIDS em todo o mundo.
Em um CD duplo, com mais de meia centena de artistas colaborando em faixas majoritariamente inéditas, o Red Hot + Rio 2 tem Tom Zé encontrando Javelin para interpretar sua “Ogodô”, Marisa Monte se juntando a Devendra Banhart e Amarante pra um Caetano anos 80, Mayra Andrade cantando com Trio Mocotó, Phenomenal Handclap Band refazendo Milton com Marcos Valle, Madlib entortando Joyce, Vanessa da Mata cantando com o Almaz e Seu Jorge, Of Montreal reinterpretando o clássico “Bat Macumba” dos Mutantes com a versão século XXI dos próprios, Apollo Nove, Céu e N.A.S.A. mandando um Caetano em inglês, mais Orquestra Contemporânea de Olinda com Emicida, Money Mark com Thalma de Freitas, Beirut, DJ Dolores, Rita Lee, Curumin, Aloe Blacc, Marina Gasolina, Carlinhos Brown e um monte de gente.



OUÇA ABAIXO ALGUMAS FAIXAS DO CD  RED HOT RIO + 2 -  TROPICÁLIA - 2011


TROPICÁLIA - BECK E SEU JORGE - PROJETO RED HOT RIO + 2 /  2011





BABY - ALICE SMITH AND ALOE BLACC ( CAETANO VELOSO )





Mayra Andrade e Trio Mocotó - Projeto Red Hot + Rio 2011






NU COM MINHA MÚSICA - ( CAETANO VELOSO ) - DEVENDRA BANHART, MARISA MONTE E RODRIGO AMARANTE

 



BABY (CAETANO VELOSO) - DIRTY BABY DUB VERSION

 

Dream World - David Byrne e Caetano Veloso - Do CD projeto Red Hot + Rio 2 - Tropicália

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Você conhece o BEIRUT? - Caetano Veloso na voz de Zach Condon do grupo BEIRUT - É uma graça, gringo cantando em português!!!

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Beirut é o nome da orquestra de Zach Condon, nascido em Santa Fé (Novo México), em 13 de fevereiro de 1986. O primeiro lançamento oficial com o nome de Beirut contou com a colaboração de Jeremy Barnes (Neutral Milk Hotel, A Hawk and a Hacksaw) e Heather Trost (ex integrante da banda A Hawk and a Hacksaw).

A música do Beirut combina elementos folk do Leste Europeu, onde Zach passou uma temporada, pesquisando as sonoridades que caracterizam a banda. Instrumentos de sopro como a tuba, o bombardino e o acordeão compõem parte da orquestra regida por Condon,

FAMÍLIA VENDE TUDO - Trailer do filme de Alain Fresnot

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CINEMA - Família Vende Tudo - Um filme de Alain Fresnot - Digno e divertido!



Sinopse

Família com dificuldades financeiras tem uma "brilhante" ideia: dar o "golpe da barriga", fazendo com que a filha Lindinha (Marissol Ribeiro) engravide do famoso cantor Ivan Cláudio (Caco Ciocler), o rei do Xique. Para conseguir isso, toda a família decide seguir a turnê do cantor em um carro velho, emprestado por um agiota da favela em que vivem. Eles só não contavam com o fato de que Ivan era casado e que sua esposa (Luana Piovani), apesar de submissa, não aceitaria mais essa escapada do cônjuge.

Ficha técnica
Gênero: Comédia
Diretor: Alain Fresnot
Elenco:
Marissol Ribeiro, Luana Piovani, Lima Duarte, Robson Nunes, Caco Ciocler, Vera Holtz, Marisa Orth, Ailton Graça

Crônica de Arnaldo Jabor sobre o filme "O Palhaço" de Selton Mello - Confira abaixo do cartaz!

                         

Clarice Lispector na voz de Aracy Balabanian



Aracy Balabanian 



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SÉRIE "FOI FEITO POR MIM" - Cássia Eller - Que o Deus Venha ( Cazuza e Frejat ) - Sobre o texto de Clarice Lispector

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A música “Que o Deus Venha” foi uma adaptação feita por Cazuza do conto de Clarice Lispector que possui o mesmo nome. A música é mais uma da parceria Cazuza/Frejat e em 1990 integrou o primeiro LP de Cássia Eller.

HOMENAGEM A CLARICE LISPECTOR - "Que mistérios tem Clarice?" ( Caetano Veloso )



Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.







E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.








Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.







Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.





Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.





Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação








Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.





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