Fundado em Belo Horizonte, em 1975, o Grupo Corpo é uma companhia de dança contemporânea, eminentemente brasileira em suas criações. Sua carreira vem sendo marcada por sucessivas metamorfoses, mas sempre norteada por três preocupações: a definição de uma identidade vinculada a uma ideia de cultura nacional (com toda a fluidez que isso implica); a continuidade do trabalho, pensado a longo prazo; e a integridade na sustentação de padrões autoimpostos de elaboração.
Cultura é toda forma de intervenção humana na natureza transmitida de geração a geração, nas diferentes sociedades; Criação exclusiva dos seres humanos; Ela é múltipla e variável no tempo e no espaço, de sociedade para sociedade. Este blog pretende dividir um pouco da cultura engendrada pelo homem de todas as épocas e lugares, de todas as áreas do conhecimento humano, especialmente das artes, ciências e filosofia.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
JOANA E MARIA ( Para Lucimar, minha sobrinha )
Cheiro de café e humor,
rumor em gestos displicentes: amor.
Uma sensação tão boa
boa boa boa
reboa no meu vagar...
Joana, Mana
O amor é em pedaços
e eu não sabia!
Desvanece, exala, dissipa, volatiza
como tudo que é concreto.
Emana o aroma do amor-café:
ritual de prazer e açúcar
fervidos no paladar do aconchego.
O perfume da flor da alegria,
a grandeza das pequenas coisas,
passado no coador da lembrança
evola-se de outros tempos
enquanto o cafezinho traz
a felicidade das tardes a dois.
Conversas, canções, livros,
livres paixões de se sonhar...
Joana,
passa o café entre esperanças e sorrisos
que a fé há de abrir o aroma do coração outra vez!
Éramos tão jovens, Joana!
Como dói no presente a alegria de ontem!
A fé do nosso amor era fé de raízes,
tinha caule folha e flor!
Meu verso reside na força da afinidade:
Infinidade é Joana!
Uma velha canção cheirando à lembranças,
danças, andanças
de um tempo em que se era feliz...
Joana,
que fim levaram todas as coisas?
Torres Matrice
27/10/2010
sábado, 9 de outubro de 2010
SARA TAVARES - MUNA XEIA
Sara Tavares (Lisboa, 1 de Fevereiro de 1978) é uma cantora e compositora portuguesa com ascendência cabo-verdiana. Sua voz acetinada tem uma doçura ímpar e a melodia da canção é capaz de comover as pedras. Confira!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Guerra Santa ( Gilberto Gil )
Guerra santa
Gilberto Gil
Ele diz que tem
que tem como abrir o portão do céu
Ele promete a salvação
Ele chuta a imagem da santa, fica louco, pinel
Mas não rasga dinheiro, não
Ele diz que faz
que faz tudo isso em nome de Deus
Como um papa da Inquisição
Nem se lembra do horror da Noite de São Bartolomeu
Não, não lembra de nada, não
Não lembra de nada, é louco, mas não rasga dinheiro
Promete a mansão no paraíso, contanto que você pague primeiro
Que você primeiro pague o dinheiro, dê sua doação
E entre no céu levado pelo bom ladrão
Ele pensa que faz do amor sua profissão de fé
Só que faz da fé profissão
Aliás, em matéria de vender paz, amor e axé
Ele não está sozinho, não
Eu até compreendo os salvadores profissionais
Sua feira de ilusões
Só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz
Deixa o outro vender limões
Um vende limões, o outro vende o peixe que quer
O nome de Deus pode ser Oxalá, Jeová, Tupã, Jesus, Maomé
Maomé, Jesus, Tupã, Jeová, Oxalá e tantos mais
Sons diferentes, sim, para sonhos iguais
© Gege Edições Musicais ltda (Brasil e América do Sul) / Preta Music (Resto do mundo)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Kama Sutra neles!!!!
Na Idade Média a igreja proibia sete posições sexuais, aliás, ela permitia apenas uma posição: o famoso papai-mamãe. Mesmo passados quase 1.000 anos da idade média, ainda hoje, essas sete posições não são bem vistas pela igreja.
1. Mulher por cima:
A igreja dizia que o homem era superior à mulher, então ela ficando por cima do homem estaria inferiorizando a figura do homem e no caso em que esta posição fosse feita os dois levariam 3 anos de penitência.
2. De ladinho, sentadinho, em pé:
Eram posições sexuais proibidas, não há muita explicação à sua restrição, mas sabe-se que sua penitência era de 40 dias.
3. De quatro:
Esta posição era proibida pois a igreja dizia que era a posição da besta ( Como eles eram Bestas!!! ), pois é como os animais se relacionam. Para esta posição a penitência era de 40 dias.
4. Coito interrompido:
O famoso método de tirar fora o pênis da vagina da mulher quando for ejacular, também era proibido e o casal podia levar até 10 anos de penitência.
5. Fazer nas coxas ou sexo apressado:
O sexo feito apressadamente era também proibido e também sem muitas explicações e podia dar ao casal 40 dias de penitência.
6.Sexo Anal:
Praticar tal modalidade sexual dava ao casal no mínimo 3 anos de penitência e caso fosse feito entre homossexuais, estes já estavam com o passaporte para o inferno carimbado.
7. Sexo oral:
Era proibido também pois a igreja dizia que a boca era feita para a ingerir alimentos e para apreciar os sabores. Para o sexo oral a penitência era de 3 a 15 anos.
Além dessas posições era também proibido sexo durante a menstruação, sexo com pessoa do mesmo sexo, sexo entre solteiros, sexo na igreja ( kkkkk...Tá bom! ) e sexo onde o casal se beijasse. As penitências quanto a esses comportamentos citados eram, acredite, tão ruins quanto as outras referidas acima.
Some suas penitências acima, veja quais lhe apetecem... E ai, você vai para o céu?!
Apreciador
Masoch
personifica o gozo
na dor
personificador
então, masochista a dor
adora a dor Masoch
Marquês de Sade
encarna o gozo
na dor alheia
na sua dor
na sua dor
encarnasuador
então, sadista a dor
adora a dor Sade
Sua pressa é a dor
aprece a dor da dor
masoquismo sadismo:
dois lados da mesma prece
prazer na carne-templo
de um adverso que ora à dor
com ardor ante o andor
das igrejas crucificadoras
e pênistentes
Torres Matrice
29/01/99
Fé meninos! ( Vi hirto ais )

Estão vendendo...
Estão vendendo, ainda...
Desde sempre
desde quando o homem andava sobre a Terra
desde o eterno futuro
desde o fruto
desde a lábia-labirinto
( absinto e ópio )
desde a permuta
desde a forma
a reforma
Transforma conforma
a contrarrefórmula
avante retroforma
<------ Ré
forma
PIO pios puz capuz agouro
agora
PAPA pão papão
a papa nossa de cada dia
pasta intragável na santa cheia
Papa a ovelha no emP(l)ASTO
pasta o ator a verde grana
filigrana do discurso
Papa forte papagalhos:
sopros de ventos coloniais
lábios e lábias
Desde quando?
Cravou-se o açúcar brasileiro!
Vieira trouxe o quê?
Ouro e reis
reis e Réis
rés e réstia: rês garrada
Refórmula:
O pasto e o pastor
o pastor e sua "oh, velha!"
Dez pro centro do enfermo
a cobiça e a cobrança
inferno!
lasso crucial se fixa: this more!
Discípulos de Caronte
moeda na boca pra calar a verdade
modernizam o estilo
profetas da prosperidade
cobram em vida
pra não perder o cliente.
Desde quando?
Desde a era do espetáculo-show
desde o tempo da fé televendida
Um deus com puta dor navegando
no info-mar dos mercadores da TVfé.
Desde quando têm fome?
Desde o tempo de Caronte
pelo rio Aqueronte...
Montes e montes e montes...
Têm fome de quê?
O templo não pára
e no entanto ele nunca envelhece,
envilece mas não envelhece!
Templo é dinheiro!
Olha o relógio!
Torres Matrice
07/06/2000
Mulher
Mulher, qual o teu nome?
Que palavra,
lavra da tua linguagem,
traduz teus engodos?
Essa alma dramática,
luz de abismos sepultos...
Ilusão, teu nome é mulher!
Em teu lábio a trapaça
passa por trás da trapaça
e é púrpura elegância.
A lâmina da traição
é o signo do teu gesto:
essa faca cravada
na alma.
Teu teatro de poses:
atro desespero
do meu corpo cansado.
Mulher, qual é o teu rosto?!
Mostra tua cara!
Ela é a verdade que desconheço,
mas preciso esquecer!
Torres Matrice
03/09/2006
sábado, 2 de outubro de 2010
Fino Coletivo afina a flor do bom gosto!
GRUPO FINO COLETIVO AFINA A FLOR DA CANÇÃO
Alagoas e Rio de Janeiro se afinam em uníssono e geram a fina-flor-coletiva num suíngue contagiante, bonito, melódico, acordes que envolvem o corpo e o coração. Letras simples e agradáveis, poéticas e contagiantes num resultado de bom gosto e apuro.
Fino Coletivo para quem é de bons ouvidos!
Aprecie sem moderação.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Segue o teu destino - Com Nana Caymmi - Música sobre o poema de Fernando Pessoa.
Segue o teu destino,
rega as tuas plantas,
ama as tuas rosas.
O resto é sombra
de árvores alheias.
A realidade
sempre é mais ou menos
do que nós queremos.
Só nós somos sempre
iguais a nós próprios.
Suave é viver só.
grande e nobre é sempre
viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida,
nunca a interrogues.
Ela nada pode
dizer-te.
A resposta
está além dos deuses.
Mas serenamente
imita o Olimpo
no teu coração.
Os deuses são deuses
porque não se pensam.
Fernando Pessoa
sábado, 18 de setembro de 2010
Valsa para uma letra suplicante ( para Manuel Bandeira )
E eu que não morro
se tu não vens
sou tão indiferente
ao que tens
que riscos não corro
se me deténs
com o que fere rente
e a outrem agoniza
em fahrenheit.
Não és brisa, mas agitas Bandeira!
Tua face não é lisa...
Não, Elisa!
És áspera e exasperas:
Nêspera em véspera de espera.
Temporã que brota em mim
fora da Era...
E eu que não estou nem aí,
sou diferente, indiferente a ti...
Nada tenho com isso,
mas brotas no meu tempo,
na madeira do papel que leio
e num enleio me apiedo do poeta:
Pietá! Pietá!
És valsa fria
de um amor suplicante!
Sei que tu és
mulher igual a todas,
igual a mil em mil!
Mulher diferente, indiferente mulher!
Sei da voz da Voz
que ensina
que tu és de certo
desumana...
E eu que nem sei de ti,
tirana!,
de fato
achei-te mesmo
desumana,
desumana Elisa!
Torres Matrice
15/04/99
sábado, 11 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Aurora Bélica de junho
Punho cerrado na boca do estômago da noite
quem estanca o sangue e sangra
singra as águas em pó
não há mais aurora
só o golpe só a dor
sua dor
borboletas dioxina
em sinais de mofina
batem asas
na ânsia do estômago
vísceras revísceras
enjoo neônico e plumas lisérgicas
um voo de vícios e fatalidade
idade do crack
as armas apontam o futuro
um lance de dados marcados
a cena final sob as mangas
na carta no mapa na chance
ninguém leu ninguém pôs
a sorte
depois da porrada o tiro
retiro de tragédia e bala
abala na agulha atravessa o vício
o vírus o frio o beijo e o asfalto
Um só riso e a aurora de junho
a aurora bélica de junho
enfim...
Torres Matrice
06/01/99
Beleza Roubada
Por que esse tempo estridente
rangendo no sangue metálico
essa navalha nos ares
esse peso
essa química que a veia sente
Por que sonambulam feros alados
nesse tráfico de gatilhos surdos
tráfego vermelho de balas fragrantes
que preiteiam a barbárie dos absurdos
num flagrante gosto pela morte
Que pleiteiam esses tempos
os Itinerantes os ávidos os emergentes hardware:
laranja mecânica revisitada
Por que essa vertigem no tempo
essa ferocidade no punho cerrado
esse alucinógeno no ar
do que é por natureza diversionista: O escape.
Errática arma biológica veloz
sonoridade de beijos neonazistas
corações de fogueiras inquisitórias:
juventude medieval hightech
aglomerados hightech
tecnologia globalizada
dosada em seringas de politicalha: TV-fé
o ópio da turba
ferretes comerciais para a manada
nada de poesia
túmulo do amor
Inexorável odisseia no espaço
2001 - ódio e serra no ex-passo: involução
cabeças já rolaram
na vala comum
como um tempo sem humor
Onde o sorriso do gato de Alice?
Torres Matrice
31/03/99
sábado, 28 de agosto de 2010
360 graus
360 graus:
num giro o bairro todo...
girândola
a periferia na pele aferia:
preferiria luz à flor da pele
tatuagens
margens e imagens
um olhar confere
a fé e a febre do sol se pôr
sobre as casas
os tons do telheiro
palheta palores
colores:
Torres, sinos e rumores...
a tarde e suas tintas:
o sol espalha e espelha
- espátula!
e entre o ir do sol
um som um sim: sinal
um yin e um yang
olhar e olores
vento morno
corpo nu
nume
numa nunca esperada
nuance
rota solar lar, um nome:
fúcsia magenta
cor que arrebata: acrobata!
O bairro é o momento!
a vida é agora:
ora ávida ave da vida
hora vívida ave maria
canto e
voz
florais de bach
nuvem no vento vem
úvida dúvida
azul
arrebol fecundo
mundo meu
nos telheiros daqui de cima, olheiros!
vários, visíveis, viáveis
telhados abrigam lares que abrigam vidas que abrigam almas
múltiplas multiplicadas
para além dos telheiros
acolhedores e tantos
a perder de vista...
- telheiros de um Belo Horizonte,
minh'alma quer ser feliz!
Torres Matrice
06/02/2006
ISTO NÃO É UM CACHIMBO
[ OBJETO ]
isolado em estudo
sob o olhar,
saturado:
a canseira da visão
na investigação da coisa
DESPIDA
até o car(osso)
como uma existência que se torna visível pela primeira vez
uma nudez descascada
no cerne da coisa
RE/LIDA
outro { ângulo} focal
desintegra o posto
desfaz o rosto
desfaz o rosto
descobre o SER que não foi
pupila apalpa a polpa
antes do vício do nome
NOME
invólucro aleatório na coisa
batismo e alienação
Enxergar na distração da cegueira da visão
o caroço
do
ABACATE
a traição da imagem:
isto não é
- não acate!!!
abacate
Torres Matrice
31/05/2000
Torres Matrice
31/05/2000
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
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