Cultura é toda forma de intervenção humana na natureza transmitida de geração a geração, nas diferentes sociedades; Criação exclusiva dos seres humanos; Ela é múltipla e variável no tempo e no espaço, de sociedade para sociedade. Este blog pretende dividir um pouco da cultura engendrada pelo homem de todas as épocas e lugares, de todas as áreas do conhecimento humano, especialmente das artes, ciências e filosofia.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
A CURA DA LOUCURA: ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO, O ARTISTA DO FIO.
Arthur Bispo do Rosário nasceu em Japaratuba,
Sergipe.
Presume-se que tenha vivido por
cerca de 80 anos - não se sabe exatamente o ano de seu nascimento. Desses, 50 foram vividos como
interno da Colônia Juliano Moreira, antigo manicômio carioca, sendo 25
ininterruptamente, até sua morte em 1989.
Negro, neto de escravos, pobre e migrante, tentou sobreviver
no Rio de Janeiro como servente, caseiro, porteiro de edifício, funcionário da
antiga Light e segurança de políticos, até ser sentenciado como “louco do tipo
esquizofrênico paranóico”. Num contexto marcado pela ascensão do fascismo –
inclusive no Brasil, onde a então atuante Liga Brasileira de Higiene Mental
adotava uma política higienista, racista e xenófoba –, foi submetido a
lobotomia, eletrochoques e castigos por uma psiquiatria que tratava de mutilar
e excluir os que incomodavam a ordem reinante.
Sua obra veio a conhecimento público, em seu conjunto,
apenas após sua morte – e o que se viu foi um legado artístico de imensa
originalidade, profunda criatividade temática e diversidade de formas e
materiais, trazendo à luz uma vida até então desconhecida e cujo entendimento
passa pela arte, e não pela loucura.
Apropriando-se conscientemente de seu exílio como forma de
viabilizar sua auto-expressão, Bispo do Rosário transformou em arte todo e
qualquer recurso material que teve à mão, demonstrando de maneira incontestável
a capacidade inata que tem o homem de criar – a despeito de dificuldades
técnicas, materiais, de conhecimento teórico ou de história pessoal. Pelas mãos
do artista, garrafas, pentes, moedas, sapatos, canecas, colheres, vassouras,
pedaços de tecidos (tirados de lençóis), linhas (para bordar, proveniente do
desmanche de uniformes dos internos), deixavam sua função original para se
tornarem veículos de sua obsessiva busca por ordenamento, estrutura e ritmo do
tempo e do pensamento.
Bispo do Rosário tinha a
capacidade de incorporar um objeto de sua vida de confinamento e transformá-lo
num objeto simbólico de sua auto-expressão, mistério, beleza e liberdade.
Deparar-se com qualquer desses objetos é uma experiência invariavelmente
carregada de grande emoção, pois, não bastasse sua desconcertante beleza
plástica, neles reconhecemos formas, palavras e significados que dialogam
silenciosamente com a alma humana,despertando sentimentos universais e
questionamentos existenciais.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Divulgando o trabalho da minha amiga Janaína. Espero que vocês apreciem! - JANAINA ASSIS E MAURO CONTINENTINO - MENINO DO RIO - CAETANO VELOSO
Link para conhecer outros trabalhos da cantora Janaína Assis:
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Johnnie Walker escolheu o Brasil para a próxima campanha. Excelente produção, confira!
A marca de uísque escocesa Johnnie Walker, mundialmente famosa por comerciais com a assinatura "Keep Walking" (Continue Caminhando, em tradução para o português), escolheu o Brasil como cenário para sua próxima campanha internacional.
No filme, o Pão de Açúcar vira um gigante de pedra que sai caminhando pelas ruas do Rio de Janeiro. A publicidade estreia hoje (07/10).
No filme, o Pão de Açúcar vira um gigante de pedra que sai caminhando pelas ruas do Rio de Janeiro. A publicidade estreia hoje (07/10).
Segundo a empresa Diageo, que criou a campanha, esta é a primeira vez que a marca Johnnie Walker ganha um filme publicitário desenvolvido especialmente para um país. A escolha tem a ver com os resultados recordes para a marca no Brasil, mercado que apresentou o maior crescimento mundial em volume de vendas do whisky durante o último ano, com aumento de 30%.
Raiz do Problema
De que adianta
tantas cabeças?!
Esse bicho não pensa.
Vilipêndio é sua face:
sete vezes a mesma!
Desabrida carranca
que a vida nos abre
e arranca!
Devassa-nos a ferida,
solapa o que quer.
Problema de interminável cálculo...
De cabeça:
quantas vidas esse bicho
em nossas vidas?!
Quantas?
Cabeça que não pensa,
corpo que não padece:
desse para corporificar,
o corpo ficaria?
Desse para descer,
desceria?
Desse para compadecer,
compadeceria?
Esse bicho, sete vidas
dentro de cada vida,
não tem pena, só cabeça:
re.voada traição.
Serpente ou não serpente?
Eis a devoção!
- Pra que sete cabeças?
Em que pensa um bicho assim?!
Sete vezes mil pensar,
antes de responder,
que o bicho anda solto
naquilo que a gente faz.
Fez-se problema o copo d'água,
tempestade de sete cabeças...
-Faça não,
é o bicho!!!
Torres Matrice
17/01/2006
A-ha - Stay on these roads - Para viajar nesta estrada é só clicar abaixo e se deixar levar enquanto a mente voa para além do que a vista possa alcançar.
A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou.
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Fernando PessoaDeixei-a ali quando vim ser quem sou.
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Para ouvir enquanto viaja na estrada:A-ha - stay on these roads
Solipsismo
A poeira dos quilômetros
e a vida ficando para trás...
Em alguma estrada
desbotam-se os jeans,
os dias, os genes
e a esperança
do tempo poento.
Sozinhos
em freges de beira de estrada,
esquecidos,
desertores no deserto,
tocamos na gaita
- de certo! -
o metal do perdido
sem fervor.
Tantos quadros amarelados
pela melancolia do tempo roto:
gente demais!!!
Gente que vai... Gente que vem...
Gente que chega como se fosse o nunca!
Tudo é passado no passar da gente.
A parada repleta de um vazio
que se perde entre poeira e tédio:
olhos vagos na estrada...
À beira do caminho:
mosquitos, calor, miséria
um adeus sem fim...
Tédio!
Ódio ao relógio estragado!
O ponteiro rasga a garganta:
- Ah, o xadrez da toalha de mesa...
Maldito xadrez! Jogo sujo!
Torres Matrice
11/01/2001
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
AUMENTA O SOM QUE ISSO AÍ É BELCHIOR - Jornal Blues (Canção Leve de Escárnio e Maldizer) - Torres Ma...
Todo o sarcasmo, a ironia, o deboche, o escárnio e a inteligência de Belchior.
Inspirado nas Cantigas de Escárnio e Maldizer, Belchior, com sua cultura e talento, exibe nesta canção sua verve trovadoresca. "Jornal Blues - Canção de Leve Escárnio" revela o humor ácido e sutil de Belchior. Fiz a minha interpretação imagética sobre a canção com o intuito de homenagear esse gênio da música brasileira. As sutilezas das interpretações e analogias ficam por conta de cada um de vocês. Divirtam-se!!
As cantigas de escárnio e maldizer constituem um gênero de poesia da Idade Média. Fazem parte do período literário chamado Trovadorismo, que em Portugal encontrou expressão entre os anos de 1189 (ou 1198?) e 1350. Foram escritas, assim como todos os textos populares da época, em galego-português.
A principal característica dessas cantigas é a crítica ou sátira dirigida a uma pessoa real, que era alguém próximo ou do mesmo círculo social do trovador. Apresentam grande interesse histórico, pois são verdadeiros relatos dos costumes e vícios, principalmente da corte, mas também dos próprios jograis e menestréis.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
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