Cultura é toda forma de intervenção humana na natureza transmitida de geração a geração, nas diferentes sociedades; Criação exclusiva dos seres humanos; Ela é múltipla e variável no tempo e no espaço, de sociedade para sociedade. Este blog pretende dividir um pouco da cultura engendrada pelo homem de todas as épocas e lugares, de todas as áreas do conhecimento humano, especialmente das artes, ciências e filosofia.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Alumbramento
O rio da raça
afluentes
afrofluxos e influxos
Diáspora negra
Entes da cor Correntes
Ancestrais
Navios e vias: destinos
Navios e vias: destinos
Noites e açoites - estradas...
Quintas e quintais, deuses e canções
Moções emoções, ritmos de outrora
Sempre aqui agora
Aurora
em mim, no peito:
- o espírito de tudo, espreito!
Eito pleito leito: rio
O eixo da história
deságua no mundo
Sangue suor e sal
o sumo, o sol, o som
a pele e o apelo
a peleja
Graça da raça
Mombaça
Quênia Angola Cabo Verde
Guiné guinada:
Bahia
Seu espelho é o Rio
afluentes
afluentes
AFROentes em Minas:
água doce e matas
Oxóssi se chama assim
São Sebastião
São Sebastião
Ouro, pedras e tambores
O oculto do mistério
se acendeu:
Minas e montanhas
Minas em mim - Mistérios
Ouro Preto
Olor Olorum
memórias de diamantes
Um rio de raças
afroentes meus:
tudo aqui agora
Orgulho e fé
Alumbramento sem fim...
Ardente brasil
Torres Matrice
21/04/2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Uma Canção Para se Ver ( interpretações imagéticas )
Criei uma série de vídeos como uma forma de homenagear o trabalho do grande compositor e cantor Oswaldo Montenegro que, em uma das suas criações para teatro, elaborou o musical " A Dança dos Signos".
Fiz esta série de vídeos com todo o carinho e zelo que tenho pela música popular brasileira, pelas pessoas que me intrigam com suas personalidades, seus temperamentos, suas idiossincrasias, a maneira de ser muito pessoal de cada um de nós.
Aproveito, a despeito da arte, para homenagear o ser humano com suas peculiaridades, seus mistérios , sua índole e sua relação com a natureza e a arte. Para todos nós, "A Dança dos Signos". Para que cada um dance conforme a sua música. Um grande abraço a todos.
Torres Matrice
A DANÇA DOS SIGNOS
O espetáculo musical a “DANÇA DOS SIGNOS”, de OSWALDO MONTENEGRO, entrou em cartaz pela primeira vez em 1983, no Rio de Janeiro.
Desde então, tem uma história de sucesso tanto de público como de crítica. Mais de um milhão de pessoas, por todo o Brasil, já assistiram “A Dança dos Signos”.
Dentro de um universo de luz, sombras e poesia, o espetáculo passeia pelos doze signos do zodíaco...
O lado materno do canceriano, a mudança de temperamento do pisciano e a magia do Sagitário são realçados pela versatilidade de um elenco de 40 menestréis e convidados especiais, que cantam, dançam e atuam com muita delicadeza e humor.
As doze músicas que compõem o espetáculo estão reunidas no CD, A DANÇA DOS SIGNOS.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Série "Foi feito por mim" - X - Caetano Veloso - A Voz Amada - Torres Matrice
Uma leitura sobre a metafísica da voz e do canto, enquanto veículos de comunicação transcendental, que estabelecem um elo, uma ponte para além do tempo e do espaço. A busca incessante do ser amado metaforizada pelo horizonte incógnito e sua incerteza de futuro que gera ânsia, angústia e esperança vaga, tal qual a estrela que norteia, com sua luz, a viagem subjetiva daqueles que creem nas impossibilidades do acaso, embora o ocaso instaure um sentimento paradoxal fundado na esperança e na incerteza. A voz se torna etérea e desdobra-se como uma ponte etérea que liga os seres pelas afinidades eletivas que não se perdem, ainda que distantes e separados.
Torres Matrice
terça-feira, 5 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Voyeur ( Para Chico César )
Espanto espantalho
talho talhe atalho
ante o mundo inerte:
conformação e anestesia
O olho vê mais que enxerga
diluição secreta secreção
sociedade e inércia cerebral
capital digestão
cabeça cara alho:
caralho!
Deletério etéreo mal:
indigestão do olho que não vê
o que se come no cume da fome
canibailismo na festa burguesa
cabeça de gente que pensa que pensa
num mundo diluído iludido
aguada sociedade
capital
O olho do espantalho
atalho e talhe
para tola vaidade toda
tempo em que Narciso
surfa sobre águas sangrentas
egoísmo midiático
genocídio e suicídio social
um anjo exterminador
O olho do espantalho
vê a cegueira Saramago
no âmago da diluição
estômago putrefato
fátuo rato roto
homem-arroto
Tempos adoecidos...
O olho do espanto:
Se podes olhar, vê...
Se podes ver, repara!
O espanto do espantalho:
palha palude palhaço
aflição
O anjo dilui em dor
a festa das máscaras:
escara dos que riem
ante o holoclaustro
A bomba da histeria
plantada no tapete
topete e torpor
na sala de não estar
Irradiante miséria:
Hiroshima mon amour!
Torres Matrice
03/04/2011
Série "foi feito por mim" - IX - Chico César ( Últimas palavras do anjo diluidor ) - Por Torres Matrice
Criei esta livre interpretação imagética, subjetiva, a partir da música "Últimas Palavras de Um Anjo Diluidor" de Chico César com o intuito de divulgar a música brasileira de qualidade e os artistas que compõem tão lindas canções. Valorize os verdadeiros artistas nacionais!
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