Uma leitura sobre a metafísica da voz e do canto, enquanto veículos de comunicação transcendental, que estabelecem um elo, uma ponte para além do tempo e do espaço. A busca incessante do ser amado metaforizada pelo horizonte incógnito e sua incerteza de futuro que gera ânsia, angústia e esperança vaga, tal qual a estrela que norteia, com sua luz, a viagem subjetiva daqueles que creem nas impossibilidades do acaso, embora o ocaso instaure um sentimento paradoxal fundado na esperança e na incerteza. A voz se torna etérea e desdobra-se como uma ponte etérea que liga os seres pelas afinidades eletivas que não se perdem, ainda que distantes e separados.
Torres Matrice
Um comentário:
Beleza plástica,sincronia entre imagens e canção,sensibilidade e profundidade que se acentua com as sugestões das imagens. Parabéns.
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