quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O QUE É A ARTE CONCEITUAL?



A arte conceitual é fruto de uma vanguarda surgida na Europa e nos EUA, no fim dos anos 60 e meados dos anos 70, parte do surgimento desse tipo de arte deve-se à reação dos artistas ao formalismo. Esse tipo de arte considera o caráter mental da criação acima da aparência e da existência final de uma obra.




A ideia e a concepção que leva uma arte a ser pensada ou construída é o principal aspecto neste segmento artístico. A arte conceitual considera o conceito a base da obra de arte, a concepção em si é superior à própria obra concebida.





Em 1961, num texto escrito por Henry Flynt, o termo “arte conceitual” aparecia pela primeira vez.  Flynt defendia que os conceitos são as verdadeiras matérias da arte, sendo as ideias mais importantes do que a execução do “produto final artístico”.






É considerado um movimento artístico moderno e contemporâneo, a ideia é vista como a máquina da arte. Na arte conceitual há o uso de fotografias, mapas, textos, instruções descritivas da obra, que muitas inexiste materialmente.



Neste movimento há uma ojeriza por artefatos de luxo, pois o luxo é visto como tradicional. O movimento esteve forte até o ano de 1978, sendo aberta uma concepção mais pós-conceitualista.







CLAIRE MORGAN

Taxidermia -  Incríveis instalações criadas por Claire Morgan



Nascida em 1980 em Belfast, Irlanda, Claire Morgan logo mostrou um grande interesse pela expressão artística, sendo particularmente interessada ​​pelo mundo natural e pela maneira como os processos orgânicos podem ser artisticamente relevante para as ideias que ela tem. A interação entre esses materiais é evidente em muito do seu trabalho e excita uma grande quantidade de comentários.




"Meu trabalho é sobre a mudança e a passagem do tempo, e da transitoriedade de tudo o que nos rodeia. Para mim, a criação de estruturas aparentemente sólidas ou formas de milhares de elementos individualmente suspensos têm uma relação direta com a minha experiência dessas forças. Há uma sensação de fragilidade e falta de solidez que realiza todas as esculturas. Eu me sinto como se elas estivessem em algum lugar entre o movimento e a quietude, e, assim, na posse de uma certa energia."





A Taxidermia faz parte do processo de montagem da arte conceitual da artista.








Animais, pássaros e insetos estão presentes nas esculturas recentes de Claire Morgan, a artista põe suas esculturas em suspensão para criar algo semelhante à ideia de cenas de quadros congelados no ar. 
















Em algumas obras, os animais em suspensão podem dar a impressão de que estão voando e em outras os insetos parecem voar, mesmo estando em formações estáticas. A evidência da gravidade - ou a falta dela - inerente a esses cenários é o que os remete à vida, ou à morte.









Os processos envolvidos no trabalho são trabalhosos e há milhares de elementos individuais envolvidos, mas a clareza da forma é de grande importância. A artista não deseja que os animais proporcionem uma narrativa em suas instalações, mas que introduzam um elemento de movimento, ou energia, ou algum tipo de realidade; animar ou interagir com as formas maiores na arquitetura de sua obra.





Claire, uma luz brilhando no mundo da arte, delicia-se com as dificuldades que ela encontra nos materiais escolhidos para suas esculturas, bem como com as técnicas e testes que ela às vezes emprega. 





Suas instalações incorporam organismos naturais e materiais sintéticos. Insetos, folhas, frutos e sementes, mas também cacos de vidro e pedaços rasgados de polietileno que são suspensos no ar por  milhares de fios, cada elemento suspenso está  ligado a uma determinada discussão.












Instalações de arte conceitual sempre provocam uma série de reações antagônicas, talvez até mais quando incorporam materiais naturais - e, especialmente, como nos exemplos de taxidermia usados nestas obras para realçar o seu significado.
















Esta artista é prodigiosamente talentosa e tem seguidores em todo o mundo, isto não é uma surpresa para ninguém, mas seu trabalho, realmente, demanda um tempo para que se absorva as miríades de  significados contidos em suas esculturas surpreendentes. 


Tudo parece ser englobado no imaginário agitado do seu trabalho - a vida, a morte, os ritmos naturais, ecologia, política etc.










Morgan parece tão fascinada pelo processo biológico de morte e decadência e de como o homem lida com o lixo e a reciclagem. 

A instalação de Morgan leva a um mundo cheio de morbidade frágil, onde sucatas em mutação, plástico, folhas, plumas formam as palavras The Fall .





































Claire Morgan é uma artista inglesa que cria esculturas extremamente impactantes, usando basicamente fios de nylon e materiais orgânicos (animais empalhados, frutas, folhas).





Fluido
150 x 150 cm (altura variável)
Morangos, galinha empalhada, anzóis, nylon























Cama
moscas Bluebottle, pintassilgo empalhado, nylon, chumbo, acrílico
180 (h) x 50 (d) x 50 (W) cm






Cativas
fios de nylon, coruja, chumbo tawny, ratos brancos e sacolas de polietileno rasgadas 

Periferia - Claire Morgan (2008) - A ARTE CONCEITUAL DE CLAIRE MORGAN


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Kuroshio Sea – O segundo aquário maior do mundo


Kuroshio Sea – O segundo aquário maior do mundo - (música Please Don’t Go to Barcelona)

Vídeo de Jon Rawlinson 

O tanque principal é chamado "Kuroshio Sea" tem 7.500 metros (cúbicos 1.981.290 litros) de água e possui o maior painel de vidro do mundo e o segundo maior de acrílico. Os tubarões-baleia e arraias são mantidos, entre muitas outras espécies de peixes, no tanque principal.

O MAR INVISÍVEL - SIMON CHRISTEN


domingo, 28 de outubro de 2012

DESENHANDO COM LINHAS CIRCULARES


As pinturas ultrarrealistas de Pedro Campos.


Pinturas fotorrealistas em canvas estão, definitivamente, em um nível de grandiosidade inquestionável e são surpreendentes. Ver uma pintura e se perguntar se está realmente vendo uma pintura ou uma fotografia, é a primeira reação e é algo incrível que nos deixa estarrecidos diante do quadro. É esse efeito que o trabalho de Pedro Campos causa.


























Tente não duvidar da realidade dessas obras enquanto deslumbra tamanha perfeição e se questiona se são pinturas mesmo ou não (mas só tente!). Tenho certeza que estas incríveis obras de arte vão fazer você olhar duas vezes, ou ainda mais, para elas. As obras-primas são criadas pelo artista espanhol Pedro Campos, 44 anos.





















Pedro Campos é um artista espanhol que faz pinturas a óleo sensacionais.











































 Mesmo que você tenha visto uma série de obras de arte fotorrealistas antes, estas pinturas valem sua atenção devido a sua eficácia e o tom hiperreal. 































    Oil on canvas 160 x 114 cm



















Com sua habilidade indescritível pintura, acrescido de experiência na arte da restauração, Pedro Campos é um artista que tem meditado profundamente sobre as coisas e a presença das coisas à nossa volta, e que por sua vez, confere a cada objeto que ele pinta uma reflexão, em algum aspecto, da metafísica. 












      Oil on canvas 116 x 81cm









     Oil on canvas 116 x 81 cm





As obras de Pedro Campos estão expostas em galerias em Londres, Madrid, Chicago, entre outras cidades ao redor do mundo, e podem ser visualizadas em melhor qualidade aqui: 







http://www.pedrocampos.net/index.htm











A EXUBERÂNCIA DO GRUPO CORPO




Sem Mim - O mar (de Vigo), que leva e traz de volta o amado, o amigo, é o que dá vida e movimento a Sem Mim. O balé é embalado pela trilha original urdida a quatro mãos pelo viguês Carlos Núñez e pelo brasileiro José Miguel Wisnik a partir do único conjunto de peças do cancioneiro profano medieval galego-português que chegou aos nossos dias com as respectivas partituras de época: o célebre “ciclo do mar de Vigo”, de Martín Codax.













O espetáculo, que vem de uma forma mais artesanal do que as edições anteriores, tem cenografia de Paulo Pederneiras, com um tecido de 20 metros que transforma-se em mar ou nuvem, de acordo com a iluminação. Já os figurinos de Freusa Zechmeister têm tom da pele de cada bailarino e imitam tatuagens. 




GRUPO CORPO - SEM MIM






Coreografia: Rodrigo Pederneiras

Música: Carlos Núñes e José Miguel Wisnik (sobre obra de Martín Codax)

Cenografia e iluminação: Paulo Pederneiras

Figurino: Freusa Zechmeister


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Impressionante arte de rua em Joanesburgo, África do Sul

ROA é um artista de rua ( street arte )  e faz seu trabalho em  paredes das cidades metropolitanas. Ele pintou seis animais africanos imensos em um prédio de Joanesburgo, na África do Sul, pinturas essas que foram concluídas em um curto espaço de tempo. Roa fez um trabalho brilhante ao ter a ideia de trazer alguns animais de volta para a cidade.


Martha Cooper tirou as fotos, abaixo, do misterioso artista de rua em ação. É fabuloso o trabalho de ROA.



































Impressionante arte de rua em Joanesburgo, África do Sul







segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Glassboy: Animação por Roni Kleiner - A Vida é Frágil






Diretor: roni kleiner
Produção: mialma
Editor: noam wismen
Música: Tomer Biran

Spherikal: Animação por Ion Lucin



Esta é uma pequena animação feita por Ion Lucin como um exercício para experimentar e explorar todas as possibilidades gráficas de representação do conceito de esfera, sempre pensando em buscar Gestalt e forma. 







Toda feita em 3d, mas o interesse maior é  gráfico: superfície lisa e apenas duas cores. Segundo o autor,  o mais difícil foi conseguir as transições entre os diferentes tipos de representação da esfera, o morphing e o metamorfoseado .





Foi tudo feito em Cinema 4D R13, todos com o módulo Mograph. Comositing e pós em After Effects

Som: Música Marca X




Spherikal: Animação por Ion Lucin

Noite Estrelada animação interativa pela Petros Vrellis



Ao tentar visualizar o fluxo da famosa pintura "Noite Estrelada" de Vincent Van Gogh o usuário pode interagir com a animação tocando-a. Além disso, o som responde ao fluxo.





sábado, 13 de outubro de 2012

Conheça o curta-metragem "Homophobia" de Gregor Schmidinger



Conheça o curta-metragem "Homophobia" de Gregor Schmidinger

O filme lida com um tema que é uma preocupação permanente em nosso mundo: a homofobia e a repulsa aos homoafetivos. Entra num terreno turbulento e conflitante ao tratar de um problema talvez ainda mais profundo: a autoaceitação e o medo de se ser homossexual. 




Lançado na semana do “Dia Internacional Contra a Homofobia” o filme conseguiu sucesso na sua promoção, sendo mencionado por grandes plataformas na internet e na mídia impressa. Uma história envolvente, intensa e dramática, focada no assunto do medo e da perseguição.








Homophobia é um projeto coletivo conduzido pelo diretor Gregor Schmidinger, que inclusive já dirigiu outro curta-metragem intitulado The Boy Next Door, ultrapassando a marca de mais de 2 milhões de visualizações. Dessa vez o diretor nos apresenta Homophobia, que conta a história de um adolescente, que serve às Forças Militares da Áustria e experimenta sentimentos homoafetivos com um dos seus colegas na sua última noite na fronteira austro-húngara.







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