Cultura é toda forma de intervenção humana na natureza transmitida de geração a geração, nas diferentes sociedades; Criação exclusiva dos seres humanos; Ela é múltipla e variável no tempo e no espaço, de sociedade para sociedade. Este blog pretende dividir um pouco da cultura engendrada pelo homem de todas as épocas e lugares, de todas as áreas do conhecimento humano, especialmente das artes, ciências e filosofia.
domingo, 25 de dezembro de 2011
O Surrealismo de René Magritte ( Pintor de imagens insólitas )
Magritte nasceu em Lessines, Bélgica, no dia 21 de Novembro de 1898, filho caçula de Léopold Magritte. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio.
René Magritte praticava o surrealismo realista, ou “realismo mágico”.
Magritte tinha espírito travesso, e, em A queda, seus bizarros homens de chapéu-coco despencam do céu absolutamente serenos, expressando algo da vida como conhecemos. Sua arte, pintada com tal nitidez que parece muitíssimo realista, caracteriza o amor surrealista aos paradoxos visuais: embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias por toda a parte: A Queda tem uma estranha exatidão, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena.
Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou-se de processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos.
Começou imitando a vanguarda, mas precisava realmente de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico.
Suas obras são metáforas que se apresentam como
representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos
recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu coco, o castelo,
a rocha e a janela, entre outros mais, porém de um modo impossível de ser
encontrado na vida real.
Série "Foi feito por mim" - Chico Buarque - Sempre - Por Torres Matrice - O lirismo e a poesia na canção de Chico Buarque de Hollanda.
Sempre
Chico Buarque
Sempre
Eu te contemplava sempre
Feito um gato aos pés da dona
Mesmo em sonho estive atento
Para poder lembrar-te sempre
Como olhando o firmamento
Vejo estrelas que já foram
Noite afora para sempre
O teu corpo em movimento
Os teus lábios em flagrante
O teu riso,o teu silêncio
Serão meus ainda e sempre
Dura a vida alguns instantes
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre
Isto ( para quem eu amei )
Isto que é silencioso
e não se subtrai
Íntimo espírito
da mais delicada sapiência
Ciência de si
em dois divididos
tempos idos
da soma do que valeu
Isto que foi multiplicado
para além de um dia a mais
Coisa boa de acender:
luz de um tempo remoto
amadurecida feito ouro
Perfume da memória
olor de agradecimento
Isto que não se nega
nesga de Nós
Isto que fica na pele do tempo e se estica
Um tempo de dois
que se cumpriu
foi
virou só afeição
Amor transmutado:
beleza amizade grandeza
Isto que se assovia
silente
Amor humor
rumor gota d’água
raiz flor e fruto
Nasce vive morre
morre nasce vive
vira outro vira amor
gratidão
Viração
Torres Matrice
25/12/2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A Felicidade é zen: ninguém compra, ninguém rouba nem vende a ninguém ( Tavinho Paes e Arnaldo Brandão)
As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.
Epicuro
"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
( Autor Desconhecido )
Ser feliz é descobrir prazeres nas coisas íntimas e silenciosas que os instantes de displicência inauguram em nós. ( Torres Matrice )
Amplie o vídeo e sinta a sensação de voar por sobre o planeta Terra
Imagens de um espaço de tempo retirado da frente da Estação Espacial
Internacional que orbita em torno do nosso planeta à noite. Estas imagens começam sobre o Oceano Pacífico e continuam ao longo do Norte e América do Sul antes de
entrar a luz do dia perto da Antártica.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Foi lançado um novo cd do projeto RED HOT RIO + 2 ( TROPICÁLIA ). Red Hot + Rio é um projeto ambicioso e vários álbuns de coletâneas musicais lançados desde 1996 até 2011.
Quinze anos atrás, em 1996, a coletânea Red Hot + Rio fez um tributo moderno à música
brasileira com gringos descolados como Stereolab, Everything But the Girl, Mad
Professor, George Michael e Sting interpretando bossa nova. Agora, dia 28 de junho
passado ( 2011 ), saiu um segundo volume, desta vez com um olhar mais
tropicalista da coisa. Se a bossa nova é um tranquilo estado de espírito, a
tropicália é uma linguagem pós-moderna, natural para norteamericanos,
caboverdeanos, europeus, brasileiros. Foi lançado um novo cd do projeto RED HOT RIO + 2 ( TROPICÁLIA ).
Red Hot + Rio é um projeto ambicioso e vários álbuns
de coletâneas musicais lançados desde 1996 e produzido por Paul Heck como parte
da série beneficente Red Hot AIDS destina a promover a conscientização sobre a
AIDS. A primeira edição é uma homenagem ao estilo musical Bossa Nova, em
especial, à música de Antônio Carlos Jobim. Este álbum demonstrou ser um dos
projetos mais bem sucedidos da série Red Hot, gerando centenas de milhares de
dólares para instituições de caridade voltadas ao combate do vírus da AIDS em todo
o mundo.
OUÇA ABAIXO ALGUMAS FAIXAS DO CD RED HOT RIO + 2 - TROPICÁLIA - 2011
TROPICÁLIA - BECK E SEU JORGE - PROJETO RED HOT RIO + 2 / 2011
BABY - ALICE SMITH AND ALOE BLACC ( CAETANO VELOSO )
NU COM MINHA MÚSICA - ( CAETANO VELOSO ) - DEVENDRA BANHART, MARISA MONTE E RODRIGO AMARANTE
Você conhece o BEIRUT? - Caetano Veloso na voz de Zach Condon do grupo BEIRUT - É uma graça, gringo cantando em português!!!
Beirut é o nome da orquestra de Zach Condon, nascido em Santa Fé (Novo México), em
13 de fevereiro de 1986. O primeiro lançamento oficial com o nome de Beirut
contou com a colaboração de Jeremy Barnes (Neutral Milk Hotel, A Hawk and a
Hacksaw) e Heather Trost (ex integrante da banda A Hawk and a Hacksaw).
A música do Beirut combina elementos folk do Leste Europeu,
onde Zach passou uma temporada, pesquisando as sonoridades que caracterizam a
banda. Instrumentos de sopro como a tuba, o bombardino e o acordeão compõem
parte da orquestra regida por Condon,
CINEMA - Família Vende Tudo - Um filme de Alain Fresnot - Digno e divertido!
Sinopse
Família com dificuldades financeiras tem uma
"brilhante" ideia: dar o "golpe da barriga", fazendo com
que a filha Lindinha (Marissol Ribeiro) engravide do famoso cantor Ivan Cláudio
(Caco Ciocler), o rei do Xique. Para conseguir isso, toda a família decide
seguir a turnê do cantor em um carro velho, emprestado por um agiota da favela
em que vivem. Eles só não contavam com o fato de que Ivan era casado e que sua
esposa (Luana Piovani), apesar de submissa, não aceitaria mais essa escapada do
cônjuge.
Ficha técnica
Gênero: Comédia
Diretor: Alain Fresnot
Elenco:
Marissol Ribeiro, Luana Piovani, Lima Duarte, Robson Nunes,
Caco Ciocler, Vera Holtz, Marisa Orth, Ailton Graça
SÉRIE "FOI FEITO POR MIM" - Cássia Eller - Que o Deus Venha ( Cazuza e Frejat ) - Sobre o texto de Clarice Lispector
A música “Que o Deus Venha” foi uma adaptação feita por
Cazuza do conto de Clarice Lispector que possui o mesmo nome. A música é mais
uma da parceria Cazuza/Frejat e em 1990 integrou o primeiro LP de Cássia Eller.
HOMENAGEM A CLARICE LISPECTOR - "Que mistérios tem Clarice?" ( Caetano Veloso )
Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora,
pois tudo passa a acontecer dentro de nós.
E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.
Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.
Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha
ânsia de acertar.
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.
Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
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