Cultura é toda forma de intervenção humana na natureza transmitida de geração a geração, nas diferentes sociedades; Criação exclusiva dos seres humanos; Ela é múltipla e variável no tempo e no espaço, de sociedade para sociedade. Este blog pretende dividir um pouco da cultura engendrada pelo homem de todas as épocas e lugares, de todas as áreas do conhecimento humano, especialmente das artes, ciências e filosofia.
E eu que não morro se tu não vens sou tão indiferente ao que tens que riscos não corro se me deténs com o que fere rente e a outrem agoniza em fahrenheit.
Não és brisa, mas agitas Bandeira!
Tua face não é lisa... Não, Elisa! És áspera e exasperas: Nêspera em véspera de espera. Temporã que brota em mim fora da Era...
E eu que não estou nem aí, sou diferente, indiferente a ti...
Nada tenho com isso, mas brotas no meu tempo, na madeira do papel que leio e num enleio me apiedo do poeta: Pietá! Pietá!
És valsa fria de um amor suplicante!
Sei que tu és mulher igual a todas, igual a mil em mil!
Mulher diferente, indiferente mulher!
Sei da voz da Voz que ensina que tu és de certo desumana...
E eu que nem sei de ti, tirana!, de fato achei-te mesmo desumana, desumana Elisa!
Punho cerrado na boca do estômago da noite quem estanca o sangue e sangra singra as águas em pó não há mais aurora só o golpe só a dor sua dor
borboletas dioxina em sinais de mofina batem asas na ânsia do estômago vísceras revísceras enjoo neônico e plumas lisérgicas um voo de vícios e fatalidade idade do crack as armas apontam o futuro
um lance de dados marcados a cena final sob as mangas na carta no mapa na chance ninguém leu ninguém pôs a sorte
depois da porrada o tiro retiro de tragédia e bala abala na agulha atravessa o vício o vírus o frio o beijo e o asfalto Um só riso e a aurora de junho a aurora bélica de junho enfim...
Por que esse tempo estridente rangendo no sangue metálico essa navalha nos ares esse peso essa química que a veia sente
Por que sonambulam feros alados nesse tráfico de gatilhos surdos tráfego vermelho de balas fragrantes que preiteiam a barbárie dos absurdos num flagrante gosto pela morte
Que pleiteiam esses tempos os Itinerantes os ávidos os emergentes hardware: laranja mecânica revisitada
Por que essa vertigem no tempo essa ferocidade no punho cerrado esse alucinógeno no ar do que é por natureza diversionista: O escape.
Errática arma biológica veloz sonoridade de beijos neonazistas corações de fogueiras inquisitórias: juventude medieval hightech
aglomerados hightech tecnologia globalizada dosada em seringas de politicalha: TV-fé o ópio da turba ferretes comerciais para a manada nada de poesia túmulo do amor
Inexorável odisseia no espaço
2001 - ódio e serra no ex-passo: involução cabeças já rolaram na vala comum como um tempo sem humor Onde o sorriso do gato de Alice?