quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nighthawks de Edward Hopper recriada como instalação







Whitney Museum instala réplica da famosa pintura numa rua de Nova Iorque




Edward Hopper, Nighthawks, 1942
óleo sobre tela, 33 1/8 × 60 pol (84,1 × 152,4 centímetros)
do Art Institute of Chicago; amigos de american coleção de arte
© herdeiros de josephine n. funil, licenciada pelo Whitney Museum of American Art

fotografia © o Art Institute of Chicago.




A pintura Nighthawks de Hopper costuma morar no Art Institute of Chicago, mas foi passar o Verão em Nova Iorque, emprestada ao museu Whitney para integrar a sua exposição dedicada aos desenhos de Edward Hopper. Nighthawks, talvez a mais conhecida obra do pintor e uma das mais reproduzidas em vários suportes mundo afora está em Nova Iorque em versão original, mas agora também em 3D numa das mais famosas esquinas de Manhattan.

O Whitney Museum  of American Art instalou na esquina do icónico edifício Flatiron uma réplica em três dimensões da obra que recria a cena dos homens e mulheres que passam o tempo no Phillie’s, um restaurante tipicamente americano da década de 1940. 

A pintura de 1942 é um dos exemplos da forma como o pintor abordou as temáticas e cenas do quotidiano da América moderna, tendo-se inspirado, segundo o próprio, em parte num antigo restaurante de Greenwich Village, o bairro onde vivia em Nova Iorque. Os seus esboços e desenhos estão até 6 de Outubro no Whitney Museum of American Art, a primeira vez que uma instituição se foca nos desenhos e no processo criativo do pintor (1882-1967).


Artistas fazem uma recriação em três dimensões do quadro Nighthawks de Edward Hopper instalada no edifício Flatiron em NYC.






Trata-se de uma instalação criada pelo Whitney Museum of American Art , em Nova Iorque, em comemoração a Edward Hopper para a exposição das obras do famoso pintor americano - uma mostra dedicada ao processo do pintor, que inclui cerca de 200 desenhos previamente esboçados no papel. 







A instalação recria os quatro protagonistas da cena do jantar icônico pintado em 1940 por Hopper. Eles foram ampliados para imitar proporções humanas e sua disposição em torno do balcão de madeira é perfeitamente uma réplica do original.
















A INTERTEXTUALIDADE COM A PINTURA DE EDWARD HOPPER - A PARÓDIA



Nighthawks, talvez a mais conhecida obra do pintor Edward Hopper e uma das mais reproduzidas em vários suportes mundo afora, confira:



























































EDWARD HOPPER: O PINTOR DA SOLIDÃO




















EDWARD HOPPER: O PINTOR DA SOLIDÃO



Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967)


Nascido no estado de Nova Iorque, Hopper estudou arte comercial e pintura na cidade de Nova Iorque.  foi um pintor norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. 











Em ambos os cenários urbanos e rurais, as suas representações realistas refletem a sua visão pessoal da vida moderna americana.



Em 1925, pinta “Casa ao lado da ferrovia”, uma mansão isolada, sem ninguém por perto, mesmo em frente a um caminho-de-ferro. Hopper era um cinéfilo assumido e transpunha para estas paisagens os truques de mistério e suspense utilizados no grande ecrã. Mas o contrário também acontecia. Por exemplo em 1960, este quadro inspirou Alfred Hitchcock na criação do Hotel Bates do thriller “Psicose”.



Em 1925 produziu Casa ao lado da ferrovia, um trabalho clássico que marcou sua maturidade artística. A obra é a primeira de uma série da cena totalmente urbana e rural de linhas finas e formas largas, feita com uma iluminação incomum para capturar a solidão que marca sua obra. Ele trouxe o seu tema das características comuns da vida Norte americana - estações de gasolina, hotéis, ferrovia, ou uma rua vazia.






A mansão dos Bates que aparece no filme Psicose de Hitchcock  foi inspirada na tela de Edward Hopper.





Com estilo gótico, a construção foi inspirada na casa retratada pelo pintor americano Edward Hopper no quadro “Casa ao lado da ferrovia”, de 1925, e na residência desenhada por Charles Addams para a família Addams, nas tirinhas publicadas na revista New Yorker. A “Psycho House” como veio a ser conhecida, permaneceu no pátio do estúdio depois do termino das filmagens, servindo de cenário para outros filmes e programas de televisão.






Hopper continuou pintando na sua velhice, dividindo o seu tempo entre a Cidade de Nova Iorque e Truro, Massachusetts. Morreu em 1967, no seu estúdio próximo ao Washington Square Park, na Cidade de Nova Iorque.













As épocas de crise sempre foram propícias à criação de grandes obras culturais. Estes acontecimentos dramáticos surgem como inspiração a escritores, fotógrafos, realizadores de cinema e pintores. A Primeira Guerra Mundial, a Grande Depressão Americana de 1929 e a Segunda Grande Guerra, foram vividas por Edward Hopper (1882- 1967), influenciando grande parte da sua obra.












A obra de Edward Hopper é sublime na sua visão realista do que se esconde no interior do quotidiano de muitos seres humanos: solidão e melancolia. 


As suas paisagens e protagonistas são não só representativos de um estilo de vida americano no início do século XX, como também podem refletir o cenário atual de um mundo contemporâneo em crise.


















As personagens de Hopper estão sempre cercadas de vazio e silêncio. Elas transferem para a atmosfera sonolenta que as envolve a temperatura de sua profunda humanidade - o que não disfarça a evidência de que esse vazio, esse silêncio, essa melancolia são emanações, prolongamentos delas mesmas.





















"O início e o fim de qualquer atividade artística é a reprodução do mundo à minha volta através do mundo dentro de mim..."


Edward Hopper


























Se F. Scott Fitzgerald (1896-1940) retratou na literatura o fracasso do “sonho americano”, Hopper fê-lo nas telas. Em “O Grande Gatsby”, Fitzgerald mostra-nos a solidão do milionário Jay Gatsby, embora sempre rodeado de multidões e festas na sua mansão. As pinturas de Hopper representam esse sentimento através das suas melancólicas paisagens e protagonistas.








São cenários urbanos e também rurais, onde reina a descrença nas pessoas, na cidade, na perspectiva de uma vida melhor; onde o pessimismo se instala no quotidiano. 









Edward Hopper inspirou-se nas juventudes perdidas na Guerra, nos escravos da época e nos empregos perdidos aos milhares. O seu estilo de linhas finas e cuidadas, acompanhadas de formas largas e de uma iluminação invulgar, consegue captar exatamente o que pretendia: o vazio, a solidão, a imobilidade estática que aprisiona as emoções e as vidas dos personagens.























Richard Tuschman cria série de fotografias inspiradas nas pinturas de Edward Hopper




















Inspirado pelas pinturas de Edward Hopper, o fotógrafo Richard Tuschman nos oferece uma série de fotografias intitulada, com razão, "Meditações de Hopper". 


Meditações de Hopper é uma resposta fotográfica pessoal à obra do pintor americano Edward Hopper. 


De acordo com o fotógrafo Richard Tuschman, ele sempre amou a forma como as pinturas de Hopper incrivelmente apresentaram-se numa economia de meios que são capazes de resolver os mistérios e as complexidades da condição humana. 





       
Pintura de Hopper



Colocando uma ou duas figuras comuns num ambiente intimista, Hopper criou cenas tranquilas que são psicologicamente convincentes e com narrativas abertas. Desta forma, o fotógrafo Richard Tuschman também gosta de pensar suas imagens como dramas para um pequeno palco, tendo as figuras como atores em uma fotografia de um ou dois personagens. 






Assim como em Edward Hopper, as atmosferas ou estados emocionais dos personagens podem parecer, paradoxalmente, vacilar entre  devaneio, alienação, solidão ou, talvez, entre saudade e resignação. 



A iluminação dramática das fotografias de Richard aumenta os tons emocionais, mas qualquer interpretação final, juntamente com a história de cada personagem é finalmente jogada para o espectador fazer sua própria elaboração e refletir. 



Os quadros de Edward Hopper dispõem, de forma minimalista, os mistérios e as complexidades das condições humanas. Assim, o fotógrafo Richard Tuschman construiu suas imagens, confiram!






Para recriar o universo do renomado pintor,  Tuschman construiu casas de bonecas pintadas em tamanhos que permitiram a ele fotografar em seu estúdio. 















Richard Tuschman começa seu trabalho fotografando com bonecos nos espaços reservados para os modelos vivos para ajudá-lo a mapear o projeto de iluminação da fotografia. Os modelos vivos são, então, fotografados mais tarde contra um fundo simples e as duas imagens são feitas em um composto digital no Photoshop. 








Além de dimensionar com precisão e colocando números, a imagem final é feita em grande parte no tempo que ele dedica para a pós-produção.  










A textura macia, levemente granulada das imagens e a iluminação natural e contemplativa resultam na evocativa atmosfera das pinturas a óleo de Hopper. Tudo isso explica as influências da pintura de Hopper nas fotografias de Tuschman.  









Dupla delícia!
O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.


Mario Quintana





Caminhais em direcção da solidão. Eu, não, eu tenho os livros.


Marguerite Duras



A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.



Arthur Schopenhauer












Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente me impede de ver as pessoas...

Mario Quintana



















Solidão: um lugar bom de visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada.



Josh Billings














Fumando Espero


Fumar é um prazer, genial, sensual
Fumando espero aquela que tanto quero
Atrás dos cristais de alegres janelas
E enquanto fumo minha vida não me cansa
Porque viajando na fumaça me sinto adormecer







Deitado em meu sofá, fumar e amar
Ver minha amada feliz e apaixonada
Sentir seus lábios beijar com beijos sábios
E em devaneio sentir com mais desejos
Quando seus olhos vejo famintos de paixão.

Por isso estando meu bem
Meu fumo é um eden,
Dá-me a fumaça de sua boca
Dá-me que em mim, paixão provoca
Corre que quero enlouquecer de prazer,
Sentindo o calor do fumo embriagador
Que acaba por prender
A chama ardente do amor.


Carlos Gardel









Há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer.



Carlos Drummond de Andrade




Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.


Paul Valéry







Em suma, todo o problema da vida é este: como romper a própria solidão, como comunicar-se com os outros?



Cesare Pavese




É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil.

Friedrich Nietzsche



Nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Somente através do amor e das amizades é que podemos criar a ilusão, durante um momento, de que não estamos sozinhos.



Orson Welles









Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra.



Rainer Maria Rilke


Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa.



Clarice Lispector



Se tens medo da solidão, não te cases.



Anton Tchekhov







Eu Queria Ter Uma Bomba




Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê




Cazuza







Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto.



Francis Bacon







A solidão mostra o original, a beleza ousada e surpreendente, a poesia. Mas a solidão também mostra o avesso, o desproporcionado, o absurdo e o ilícito.

Thomas Mann







 Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.



Clarice Lispector




O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão.



Gabriel García Márquez









O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só.



Leon Tolstoi





É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar.



Jean-Jacques Rousseau




Quem ouve música, sente a sua solidão, de repente, povoada.



Robert Browning





Fotógrafo: Richard Tuschman

Série: Meditações de Hopper


Modelos: Ariel Kleinberg e Aria McKenna 












LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...