A ARTE DE FAZER ANIMAÇÃO COM SIMPLICIDADE, HUMOR E UM CONCEITO BRILHANTE
Cultura é toda forma de intervenção humana na natureza transmitida de geração a geração, nas diferentes sociedades; Criação exclusiva dos seres humanos; Ela é múltipla e variável no tempo e no espaço, de sociedade para sociedade. Este blog pretende dividir um pouco da cultura engendrada pelo homem de todas as épocas e lugares, de todas as áreas do conhecimento humano, especialmente das artes, ciências e filosofia.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
THE ARTISTS - PARA ANIMAR SEU DIA, UM POUCO DE HUMOR
A ARTE DE FAZER ANIMAÇÃO COM SIMPLICIDADE, HUMOR E UM CONCEITO BRILHANTE
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
CONHEÇA NINA SIMONE, A INCOMPARÁVEL
Eunice Kathleen Waymon, mais conhecida pelo nome
artístico Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933 – Carry-le-Rouet, 21 de
abril de 2003) foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome
artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, nos cabarés
de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City, escondida de seus pais, que eram
pastores metodistas. "Nina" veio de pequena ("little one")
e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone
Signoret, sua preferida.
Nina Simone, quando jovem foi impedida de ingressar em um
conservatório de música na Filadélfia, também foi perseguida por
abraçar publicamente todo tipo de combate ao preconceito. Seu envolvimento era tal,
que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um
policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a
espancava.
Ela foi uma das artistas mais extraordinárias do século XX,
um ícone da música americana. Era uma contadora de histórias musicais,
um griot . Nina Simone é uma sumidade que aprendeu a usar seu notável talento para
criar um legado de libertação, emancipação, paixão e amor através de um corpo
magnífico de obras.
Nina ganhou o apelido de 'Alta Sacerdotisa do Soul' pois, enquanto se apresentava, podia tecer um feitiço tão sedutor e hipnótico com seu talento que o ouvinte perdia a noção de tempo e espaço, tamanha a absorção naquele momento.
Em um breve contato com sua obra, aqueles que não a conhecem
percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou,
desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz.
Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.
Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethânia
e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Era uma intérprete visceral,
compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu enquanto
dormia em Carry-le-Rouet em 2003.
Confira a versão remixada da canção Strange Fruit na voz de Nina Simone ( DocMontecristo )
O GOSTO AMARGO DO PRECONCEITO
"Strange Fruit" é uma canção, cuja versão mais
famosa é de Billie Holiday, condenando o racismo americano, especialmente o
linchamento de afro-americanos que ocorreu principalmente no Sul dos Estados
Unidos e em outras regiões daquele país.
A versão de Holiday foi
colocada na lista do Hall da Fama do Grammy em 1981 . Também foi incluída na
lista de canções do século da Recording Industry of America e da National
Endowment for the Arts.
"Strange Fruit" foi composta como um poema,
escrito por Abel Meeropol (um professor judeu de colégio do Bronx), sobre o
linchamento de dois homens negros. Ele a publicou sob o pseudônimo de Lewis
Allan por medo de perseguições.
Livre Tradução da canção Strange Fruit
Livre Tradução da canção Strange Fruit
Árvores do sul produzem uma fruta estranha
Sangue nas folhas e sangue nas raízes
Corpos negros balançando na brisa do sul
Fruta estranha penduradas nos álamos
Pastoril cena do valente sul
Os olhos inchados e a boca torcida
Perfume de magnólias, doce e fresca
Depois o repentino cheiro de carne queimada
Aqui está a fruta para os corvos arrancarem
Para a chuva recolher, para o vento sugar
Para o sol apodrecer, para as árvores deixarem cair
Aqui está a estranha e amarga colheita
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
DE NORMAL BASTAM OS OUTROS - NEY MATOGROSSO E MARIA ALCINA GRAVAM MÚSICA DO MAIS RECENTE TRABALHO DE MARIA ALCINA
Maria Alcina é uma das cantoras mais injustiçadas do Brasil.
Projetada com uma versão explosiva de “Fio Maravilha” no Festival Internacional
da Canção de 1972, hoje em dia, infelizmente ela é mais lembrada por suas
aparições em programas de auditório ( de qualidade duvidosa ) ou por seu estilo
“folclórico” do que por sua obra maravilhosa. Mas é na década anterior à essas
aparições que se escontram os tesouros de sua carreira.

O segundo disco dela, “Maria Alcina”, lançado há 40 anos, é uma obra-prima a ser redescoberta. Com arranjos sofisticados e repertório surpreendente, o álbum merecia lugar na lista de melhores da música brasileira.

O segundo disco dela, “Maria Alcina”, lançado há 40 anos, é uma obra-prima a ser redescoberta. Com arranjos sofisticados e repertório surpreendente, o álbum merecia lugar na lista de melhores da música brasileira.
A cantora lançou em 2013 um disco que comemora os
quarenta anos de carreira. “De normal bastam os outros” traz músicas de Arnaldo
Antunes, Jorge Ben Jor, João Bosco e Aldir Blanc, Karina Buhr e Zeca Baleiro. O
álbum ainda traz um dueto dela com Ney Matogrosso, seu contemporâneo e parceiro de androginia. A
dupla gravou um dos clássicos do duplo sentido nacional, “Bigorrilho.
Das inéditas, “Eu Sou Alcina” (Zeca Baleiro) já abre o cd em
tom de homenagem, com a cantora, a capela, conectando versos de contornos
definidores que desaguam na faixa seguinte, escrita por Arnaldo Antunes e que
dá título ao disco. Com inspiração indie valorizada pelas guitarras de Estevan
Sincovitz, “De Normal…” é música que define a sonoridade moderna do álbum e
flerta com outro trabalho da cantora, de 2003, onde Alcina se ligava à jovem
cena musical do país em disco dividido com a banda Bojo.
Maria Alcina - De Normal ( Arnaldo Antunes )
Maria Alcina - Eu Sou Alcina ( Zeca Baleiro )
Maria Alcina - Sem Vergonha ( Jorge Benjor )
Maria Alcina - Nhem, Nhem, Nhem ( Totonho )
Maria Alcina - De Normal ( Arnaldo Antunes )
Maria Alcina - Eu Sou Alcina ( Zeca Baleiro )
Maria Alcina - Sem Vergonha ( Jorge Benjor )
Maria Alcina - Nhem, Nhem, Nhem ( Totonho )
sábado, 15 de fevereiro de 2014
DESVIO PARA A LOUCURA - ( Torres Matrice )
ardo fogo ao fim do dia
noite e breus adivinho
Baco Krasnoi
vinho
meus eus sem deus
e a imensidão do Não
febre de desejos
crepitar fogueira
indecifráveis vermillus
vermelho
colchonilha
carmim
houvesse outro ensejo
a tarde talvez fosse azul,
não vermelha
mas arde-me o arrebol
espírito de tudo
sobre as águas boiando
quimeras, canções sem sol
desvio para a loucura:
hélio éter amor
o amor deixou seu sangue
prelúdio em puro veermer
na tela branca
que sou
Torres
Matrice
15\02\2012
Na língua russa, a palavra “krasnoï” quer
dizer tanto “vermelho” como “belo”. A
famosa Praça Vermelha de Moscou também pode ser interpretada como Praça Bela.
Na Idade Média os tintureiros descobriram
uma outra fonte para fabricar um belo pigmento vermelho: os ovos de um inseto
conhecido como “cochonilha”, que é parasita de muitas árvores e do qual se
extrai o “carmin”, uma variante do vermelho.
Vermillus , palavra do latim que significa
vermelho ou, ainda, “pequeno verme”,
derivada primariamente do grego.
Veermer, é o segundo pintor holandês mais famoso e
importante do século XVII, depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados pelas suas cores
transparentes, composições inteligentes e brilhantes com o uso da luz.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Um disco estimulante revestido de fina seda e estampas com ares de retrô.
É O QUE TEMOS é o título do trabalho lançado em 2013 por Bárbara Eugênia, produzido com uma estética de influência hippie, a cantora carioca lançou seu segundo disco que é um álbum ligado à influência do rock, passeia pelo blues, pela canção de cabaret e pelo brega dos anos 70 revisitado com muito estilo e charme.
Trata-se de um disco estimulante que chegou vestido de fina
seda e estampas com ares de retrô. Um resgate das texturas, da delicadeza e do respeito
aos tons pasteis e de uma voz que nos envolve suavemente.
Bárbara Eugênia (Niterói, 7 de setembro de 1980) é uma cantora e compositora brasileira1. Em 2005, mudou-se para São Paulo, onde o produtor musical Apollo 9 a convidou para cantar duas músicas da trilha sonora do filme O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia. Em seguida, com o guitarrista Edgard Scandurra, participou de um projeto de tributo ao cantor francês Serge Gainsbourg.
Em 2012, Bárbara Eugênia foi uma
dos ganhadores do concurso do selo Oi Música intitulado “Festival MPTM (música
para todo mundo)”, que a contemplou com a gravação de seu segundo álbum e o
show de lançamento do CD.
“É o que
temos” saiu em abril de 2013 e tem produção de Clayton Martin (Cidadão
Instigado) e Edgard Scandurra. Esse segundo trabalho da cantora em pouco tempo rendeu-lhe o Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria “Versão do
Ano” com a faixa “Porque Brigamos”, sucesso de Neil Diamond eternizado em
português pela cantora Diana.
Confira o video-clipe da versão criada por Bárbara Eugênia para a música Porque Brigamos, enorme sucesso na década de 70 na voz da cantora Diana.
Direção: André Gagliardo
Fotografia: Adriano Zaggo e André Gagliardo
Figurino: André Phergom com Peças Ferrugem Vintage
Maquiagem e Cabelo: André Gagliardo
Produção: Ana Célia e Rodrigo Zaggo
Elenco: Laryssa Oliveira Ana Luísa Zaggo Mayara Santos
Luciana Lima Ana Célia Lucas Kubistcheck Heider Cirino Sebastião Zaggo Max
Araújo Heraldo Cardoso Jacinto Cardoso Sinvaldo
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
VEJA O INCRÍVEL CORAL ESLOVENO PERPETUUM JAZZILLE QUE HOMENAGEIA O BRASIL
O ÊXTASE VOCAL EM GRUPO
PERPETUUM JAZZILE é um incrível coral esloveno, formado por 46 cantores
e um especialista em beatbox, que tem apresentado suas envolventes turnês pela Europa com arranjos vocais surpreendentes e um certo tom de humor nas interpretações.
Ouça, abaixo, WAVE, composição de Antônio
Carlos Jobim, tocada ao vivo no Vokal Xtravaganzza 2010 show em Ljubljana, na
Eslovénia.
Em seu repertório, destacam-se as canções pop das décadas de
1970, 1980 e 1990, bem como clássicos da bossa nova e composições conhecidas na
Eslovênia. Os arranjos são sempre inventivos e a escolha das músicas, em muitos
casos, se orienta por um certo senso kitsch bem-humorado.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
O FLUXO - Entidades e organismos ativos em processos representativos da realidade e da vida.
The Flow (annotated) from MRK on Vimeo
"Não só tudo no
universo muda, mas como também tudo vira fluxo. Ou seja, é o processo de
tornar-se a si mesmo, ao passo que todos os objetos, eventos, entidades,
condições, estruturas, são formas que
podem ser abstraídas a partir deste processo . "
Usando biomorfismo para evocar o processo direcional do fluxo da vida, a linguagem visual microscópica-biológica retrata no vídeo abaixo entidades invisíveis como organismos ativos em processos embrionários representativos da realidade e da vida em fluxo.
Esses organismos ativos em processo são apresentados como fluxos contínuos detentores de informações que vão interagindo, aonde cada camada vai construindo a próxima camada, em um estado contínuo de mudança incessante. Como tudo, nós também somos feitos dessas camadas e entrelaçamento de realidade , que nos torna complexas entidade formativas e informativas.
- Quark, na física de partículas, é um dos dois elementos
básicos que constituem a matéria.
Quarks são codificados para interagir uns com os outros através da contínua troca de uma força triplicada que os une. A força é expressa em uma infinidade de quarks e glúons virtuais que agem como portadores de informações de um quark para o outro. Esta força é tão implacável que quarks nunca são encontrados isoladamente, mas sempre em grupos.
Estas visualizações no vídeo abaixo não são baseadas em dados científicos reais , mas são representações visuais de uma teoria científica sobre Fluxos e Teoria da Complexidade. O objetivo é desafiar a iconografia científica atual a apresentar uma imagem mais completa de processos físicos , com base na teoria atual dos fluxos e da complexidade. A forma e o movimento desses elementos visualizados no vídeo são gerados por simulações de computador em 3D de sistemas de partículas, fluidos / dinâmica do corpo suaves e harmônicos esféricos . Estas simulações criam um movimento dinâmico imprevisível que é gravada por uma câmera virtual, que remete para os processos que impulsionam a teoria da complexidade .
O Fluxo propõe uma mudança de paradigma, a partir de uma
compreensão fragmentada da realidade de um ponto de vista conceitual unificado
do funcionamento interno do universo.
Através deste novo ponto de vista pode-se
descobrir padrões no fluxo da realidade, mas também pode-se levantar a questão
sobre se a realidade decorre de um único campo unificado , como numa ordem
implícita ou como numa projeção holográfica. Este ponto de vista também nos
permite postular como esse fluxo se desdobra em níveis cada vez mais complexos
de interação e como ela dá origem não só a informação genética , mas também a
sistemas celulares inteiro, consciências e culturas.
Arte radiotiva – A natureza de dentro para fora
Dreamy X-Ray
Imagens da natureza recriadas pelo físico Arie Van`t
Riet
Físico especializado em radiação, Arie
van`t Riet, residente na Holanda, transformou a forma
tradicional de uso de imagens de raio-x em arte. Riet, acidentalmente, se tornou um "artista" usando imagens de raio-x feitas para capturar processos vitais de diversos organismos
da flora e da fauna.
Flora e fauna fascinam Riet, e até mesmo os espécimes mais
comuns podem tornar-se um ser de outro mundo sob o raio-x de Riet. As imagens nas
quais o artista acrescenta digitalmente cores
claras, tornam-se delicadas fotos de
arte em papel de seda.
Como físico, Arie Van't Riet é PhD e se especializou em
radiologia. Em especial, raios-x de energia muito baixa. Há alguns anos atrás,
Arie começou a fazer experimentos fotográficos com este tipo de raios-x, o que
revelou um incrível tipo de fotografia em preto e branco. Tal experimento
evoluiu para uma paixão em olhar a natureza com olhos de raios-x, fazendo, a partir
daí, registros de cenas comuns de insetos, animais, flores, dentre outros seres.
Flora e fauna fascinam Riet, e até mesmo os espécimes mais
comuns podem tornar-se um ser de outro mundo sob o raio-x de Riet. As imagens nas
quais o artista acrescenta digitalmente cores
claras, tornam-se delicadas fotos de
arte em papel de seda.
Como essa história começou? Um amigo de Riet perguntou-lhe, certa
vez, se seria possível obter a imagem de raio-x de uma pintura que ele, o
amigo, possuía em casa. O físico então resolveu mostrar ao que era
possível fazer o tal raio X. Resultado: ambos ficaram surpresos com o trabalho, por isso, Riet começou a contemplar outras aplicações diferenciadas e criativas criando uma nova técnica.
Assinar:
Postagens (Atom)

































.jpg)
.jpg)


















