quarta-feira, 9 de maio de 2012

MELINDRE - Torres Matrice

Melindre







O alívio das dores
nas cores nos olhos 
óleos emolientes...


sentes? tu sentes?


aromas de enlevo
relevos e desvelos
dilúvio de cores
flores
tônicas sedativas
lilases de silêncio
pênsil
color


lavare
lavar
lavanda




anda toda tarde
cobrindo em poesia
moradas provençais
ais entre caminhos 
cigarras e lilás

canta, chia, cicia
estrila, retine, 
zine, zizia,
zune
  une o corpo à mente
lilases de lilás


Lavandas da Provença
flora melindre mimo
cidadezinha de amores
viagem aroma magia


tudo flutua entre o céu o sol e o ser


campos de lavanda:
lilás...








Torres Matrice

09/05/2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

FLÁVIO VENTURINI - Céu de Santo Amaro ( Participação de Caetano Veloso )



Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós






Por que o nome do avião é 14 Bis? Hein?! Matemos a curiosidade porque a curiosidade mata...


Por que 14 Bis? 

Será que santos Dummont gostava de comer chocolate Bis e resolveu dar esse nome depois de comer 14 barrinhas do referido chocolate, sete do chocolate branco e sete do chocolate ao leite?


Piadinhas infames ( e bota infame nisso!! ) à parte, vamos ao curioso nome:






O 14-bis era constituído por um aeroplano unido a um balão de hidrogênio chamado Balão 14, que fora utilizado em voos feitos por Santos Dumont em meados de 1905. Daí o nome “14-bis”, isto é, o “14 de novo”, devido ao fato do Balão 14 estar sendo reaproveitado outra vez. 








A função do balão era reduzir o peso efetivo do aeroplano e facilitar a decolagem. Este então, era um avião unido a um balão de hidrogênio, o que reduziria seu peso e tornaria mais fácil a decolagem.























SANTOS DUMONT e o 14 BIS

domingo, 6 de maio de 2012

Lavra palavra: ave palavra!: BURILAÇÕES

Lavra palavra: ave palavra!: BURILAÇÕES: O design confirma firme forma se afirma estrutura em pé enfuna enfim altivez Cada verso revisto nisto não tem falhar lar de m...

BURILAÇÕES









O design confirma
firme forma se afirma
estrutura em pé
enfuna enfim
altivez


Cada verso revisto
nisto não tem falhar
lar de musas papoulas
estrofes do porfiar


Arquitetura ideal
et cetera e tal
parnasiana talvez
artesanal frontispício
alexandrinos na tez


Fonema à emparelhada
cruzada abraçada interpolada
qual rima é a bola da vez?
Pobre rica preciosa 
rara imperfeita 
Xerez


Tanto esmero mero eros
amor pela palavra 
escultura de nós
voz de muito mais


Rodin Brecheret
Donatello Aleijadinho
Fídias Michelangelo




Moldar talhar esculpir
volume forma espaço
a espécie da criação


Burilações


O buril a palavra
lavra grava entalha
a malha da concepção


Porém contudo todavia
Angelus Pietá!
No âmago no íntimo nas vísceras
no centro recesso a intimidade
na dobra o arco a curva
acabrunhado compadecer


O edifício desmorona por dentro
a verdade desaba em sílaba
lábia por lábia
Samotrácia 
Inca Maia
Vênus de Milo
e Eu.










Torres Matrice


06/05/2012







sábado, 5 de maio de 2012

Lembranças









Lembrança
não pode ser âncora
estaca 
estorvo
encalhe


Lembrança
vela que leva além
vento procela
mar 
amém


O aprendiz bem diz
deve sempre partir
mar adentro
mar além 
de mim dentro de mim
até o porto do sem fim


Aprendiz do vento
estofa estufa insufla a vida 
insufla e leve
leva mais
muito mais 
de onde dobra a esperança
o cabo e a vista de alto mar
porque além é pouco 
e tudo é muito mais
também










Torres Matrice


05/05/2012

VENEZA EM UM DIA

Ciranda dos Pensamentos

Desenhando pensamentos

































DISCOS "MALDITOS" - PARA ALÉM DO SEU TEMPO




Dois discos de Guilherme Arantes ganharam releituras feitas por 9 bandas de Salvador. Uma homenagem da Produtora Coaxo do Sapo ao seu fundador, que completou 35 anos de carreira em 2011.






“A cara e a coragem” (1978) e “Coração paulista” (1980) ficaram marcados na carreira de Guilherme Arantes como dois discos que não deram certo comercialmente, porém, diga-se de passagem, são dois dos melhores CRIATIVAMENTE FALANDO. 








Autor de muitas músicas de sucesso, figurando ano após ano em temas de novelas, atravessou três décadas com talento e criatividade. O cantor e compositor paulista diz que esses trabalhos não caíram no gosto dos críticos da época e resultaram em fracassos comerciais. Brinca, chamando-os de “discos malditos”





Mas, aos ouvidos de uma geração que cresceu ouvindo-o cantar canções românticas e emplacar pelas rádios letras e melodias a cada novo disco, esses dois trabalhos ressoam como se tivessem sido escritos por músicos desta nova geração.

O projeto "A Cara e o Coração" é uma releitura desses dois trabalhos, com arranjos criados por nove bandas de Salvador, que tiveram liberdade total no desenvolvimento das versões. Cada banda ficou responsável por uma música de cada disco, totalizando 20 canções que ficaram com uma marca atual e própria para obras que cabem perfeitamente no repertório dessas bandas. 




“A Cara e o Coração” acabou tornando-se uma grande homenagem ao compositor GUILHERME ARANTES, que, em 2011, fez 35 anos de carreira.

Das vinte músicas que compõe os dois álbuns, os produtores escolheram “Viva!” para celebrar e convidaram músicos da cena local para compor a base desta faixa, além dos cantores das nove bandas participantes. 






A CARA E O CORAÇÃO – Tributo a Guilherme Arantes

Músicas de Guilherme Arantes e as respectivas bandas que renderam tributo ao compositor:

01 – Viva! – Participação de todos os cantores. Banda: Gabriel Martini (Bateria), CH Straatman (baixo),
Jorge Solovera (guitarra), Eric Assmar (guitarra), Guilherme Arantes (Piano e Teclados).

02 – A cara e a coragem – Maglore
03 – Não vá pro quarto chorar – Hajoe
04 – 14 anos – Neologia
05 – Boa viagem – Quarteto de Cinco
06 – Brazilian Boys – Enio e a maloca
07 – De igual pra igual – Pirigulino Babilake
08 – Show de rock – Radiola
09 – Brincos na orelha – oCírculo
10 – Mas ela nao quer, mas ela não pode – Setembro
11 – Coração paulista – Hajoe
12 – A noite – Setembro
13 – Estranho – Radiola
14 – Brasilia – Maglore
15 – Fantoches – Enio e a maloca
16 – S.O.S – Quarteto de Cinco
17 – 1980 – oCírculo
18 – Se você fizer um som – Pirigulino Babilake
19 – Coração fantoche – Neologia
20 - Adágio ( instrumental )

A CARA E O CORAÇÃO - Bandas gravam álbum de tributo a GUILHERME ARANTES - Confira abaixo a lista de bandas alternativas que rendem tributo ao compositor.

Ilustrações de Cau Gomez para Tributo a Guilherme Arantes 




BANDA - O CÍRCULO


                                               


                                                     BANDA - RADIOLA




                                                         BANDA - HAJOE





                                                   BANDA - MAGLORE




                                   BANDA - QUARTETO DE CINCO





                             BANDA - PIRIGULINO BABILAKE





                                               BANDA - SETEMBRO





                                                 BANDA - NEOLOGIA




                                                      ENIO E A MALOCA


Bandas gravaram tributo ao genial cantor e compositor Guilherme Arantes - Resultado Maravilhoso - O Brasil é uma mina de ouro artístico



CONFIRAM  ABAIXO O RESULTADO DAS REGRAVAÇÕES DAS MÚSICAS DE GUILHERME ARANTES - TRIBUTO AO CANTOR E COMPOSITOR






Viva - Música de Guilherme Arantes - Vários Artistas






14 Anos - Guilherme Arantes - Banda: Maglore







Boa Viagem - Guilherme Arantes - Banda: Quarteto de Cinco










Brincos na Orelha - Guilherme Arantes - Banda: O Círculo







A Noite - Guilherme Arantes - Banda: Setembro

quarta-feira, 18 de abril de 2012

VOCÊ ACHA QUE ESSA HISTÓRIA DE QUE OS OPOSTOS SE ATRAEM É MITO, É ROMANTISMO BARATO? É CLICHÊ DE FOLHETIM? PARA ALÉM DA PAIXÃO, NA VIDA REAL E COTIDIANA ISSO FUNCIONA A LONGO PRAZO? QUAL É A SUA OPINIÃO?



OS OPOSTOS SE DISTRAEM,

OS DISPOSTOS SE ATRAEM...



A Afirmação do Improvável ( Eduardo e Mônica )

Eduardo e Mônica é uma conhecidíssima canção do poeta-compositor Renato Russo, consagrada pelo grupo Legião Urbana na década de 80 e que, através da narrativa poético-musical, faz uma sondagem a respeito dos inesperados e surpreendentes encontros amorosos onde dois polos tão opostos se permitem, como num Yin e Yang, a complementação amorosa. A antítese aparece na forma de um casal tão díspar, tão improvável e que, a despeito das diferenças tão pronunciadas, conseguem o equilíbrio emocional justamente na integração dessa antítese de personalidades, de universos tão diferentes um do outro. Os opostos se configuram  num casal que engendra seus afetos profícuos numa narrativa leve, afirmativa e tão envolvente como pode ser a vida. 
Dois universos antagônicos gravitam reciprocamente em busca de uma história amorosa que, aparentemente, teria tudo para não acontecer, todavia é na audácia do inesperado que reside a confirmação do improvável.





segunda-feira, 16 de abril de 2012

O ILÍACO DE HOMERO








Da guerra só ficaram os ossos:
quadril de um amor que se dobra
obra de uma dor
dança e movimento
queda para dentro

dor  que vai de troia até o ilíaco
o osso é a prova: o mero
fraturar

roubar na guerra o amor
depõe contra o poeta
pares príamos ímpares
sei lá!
a solidão é sempre a mesma

vencido cavalo de mim 
recebo o espírito do fim
invadido em decadência
nem deuses nem helenas
nada restitui
o mero ausentar
comigo

engodo do presente
nem grego nem francês nem baiano
a língua muda nova míngua velha mágua
o osso é mais embaixo
e só dói quando respiro




Torres Matrice

16/04/2012

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